7.909.008 estrangeiros tinham documentação de residência em vigor em 30 de junho, 7,4% mais num ano, e as autorizações de estudo chegam a 94.465, 122% acima de 2021
Espanha tem 7,9 milhões de estrangeiros com residência. Veja o que muda, quem é afetado e os próximos passos.
O Observatorio Permanente de la Inmigración (OPI), do Ministério de Inclusión, Seguridad Social y Migraciones, divulgou em 17 de setembro de 2026 a atualização de duas estatísticas trimestrais com data de referência 30 de junho de 2026.
A apuração parte do documento publicado pela instituição responsável, consultado no contexto indicado nesta matéria.
O que aconteceu
O Observatorio Permanente de la Inmigración (OPI), do Ministério de Inclusión, Seguridad Social y Migraciones, divulgou em 17 de setembro de 2026 a atualização de duas estatísticas trimestrais com data de referência 30 de junho de 2026. Em 30 de junho havia 7.909.008 pessoas com algum tipo de documentação que permite residir em Espanha, 7,4% mais do que um ano antes: 3.885.177 com autorização de residência do regime de estrangeiros, 3.825.658 com certificado de registo de cidadão da UE/AELC e 198.173 com TIE do Acordo de Retirada. Na mesma data, 94.465 pessoas estrangeiras tinham autorização de estância por estudos em vigor, 4,5% mais do que em junho de 2025 e 122,3% mais do que em junho de 2021, um aumento de 51.966 pessoas em cinco anos.
Nota de imprensa publicada em 17 de setembro de 2026 no site do Ministério, com dados referidos a 30 de junho de 2026 e âmbito nacional. As séries do OPI são trimestrais; a de estudos existe desde 2013. Observatorio Permanente de la Inmigración, dependente da Secretaría de Estado de Migraciones do Ministério de Inclusión, Seguridad Social y Migraciones, que publica as estatísticas oficiais de estrangeiros com documentação em vigor.
O contexto
É a atualização trimestral ordinária das duas séries, publicada em setembro com os dados de 30 de junho. O Ministério destaca o crescimento de 122,3% das autorizações de estudo em cinco anos e atribui parte do aumento dos estudantes dos Estados Unidos ao programa EduBridge to Spain, lançado no ano passado para abrir uma via rápida a estudantes afetados pelas restrições migratórias aplicadas nos EUA. Antes desta atualização, em junho de 2021 havia cerca de 42.500 pessoas com autorização de estância por estudos (94.465 menos 51.966, cálculo desta redação); em junho de 2025, cerca de 90.400 (4,5% abaixo do valor atual).
A série marca máximos em março e mínimos em setembro; a variação trimestral até 30 de junho foi de menos 7,6%, coerente com a sazonalidade, mas menor do que em anos anteriores. O total de pessoas com documentação de residência um ano antes era cerca de 7,36 milhões (7.909.008 a dividir por 1,074, cálculo desta redação).
O que muda
As autorizações de estudo cresceram 4,5% num ano e 122,3% em cinco; os estudantes e familiares da América Central e do Sul explicam 52% do aumento de cinco anos. Entre as 15 nacionalidades mais frequentes, a que mais cresceu num ano foi a dos Estados Unidos (41,1%), seguida do Reino Unido (20,3%) e da Venezuela (19,2%); a Rússia caiu 36,6% e o Chile 13,4%. As autorizações para estudos superiores subiram 14,4% (9.675 pessoas).
Metade dos estudantes está em Madrid (32%) ou Barcelona (19%), seguidas de Valência (11%); 54% das autorizações (50.818) são de mulheres. Na documentação de residência, o total subiu 7,4% num ano; entre as nacionalidades do regime de estrangeiros, a colombiana cresceu 46,6% e a peruana 46,3%. Os nacionais da América Central e do Sul são 35% desse regime, os africanos 34%, os asiáticos 15% e os europeus fora da UE/AELC 14%.
Entre os 4.023.831 com certificado de registo ou TIE do Acordo de Retirada, 497.649 (12%) beneficiam da livre circulação por vínculo familiar; Roménia (1.142.644), Itália (527.890) e Reino Unido (379.801) somam 51%. Ao mesmo tempo, as estatísticas descrevem stocks de documentos em vigor e não alteram nenhuma regra: os requisitos das autorizações de estudo e de residência, os prazos e as taxas continuam os mesmos. Os brasileiros não aparecem entre as nacionalidades destacadas na nota.
Quem é afetado
Quem vive em Espanha com autorização de residência, certificado de registo da UE ou TIE do Acordo de Retirada, e quem estuda no país com autorização de estância por estudos, além de quem planeia pedir uma delas: os números mostram um sistema em crescimento contínuo, com 7,9 milhões de pessoas documentadas e a comunidade latino-americana como a que mais cresce no regime de estrangeiros. Quem está em Espanha sem documentação em vigor não entra nestas séries, que só contam documentos válidos; os visitantes de curta duração e os requerentes de asilo com documento provisório também não estão incluídos nestas duas estatísticas.
O que fazer agora
Não há requisito, prazo ou exceção novos: é estatística oficial. A nota remete para os relatórios e infografias do OPI, com as séries completas. Para quem está a decidir estudar em Espanha, os dados confirmam que Madrid, Barcelona e Valência concentram 62% das autorizações de estudo e que os estudantes latino-americanos são a metade do crescimento dos últimos cinco anos, o que se traduz em mais procura por alojamento e vagas nessas cidades.
Para quem já reside, o crescimento de 7,4% num ano no total de documentados, com colombianos e peruanos a subir mais de 46%, é o retrato do universo que disputa marcações, renovações e serviços nas mesmas oficinas de estrangeiros.
O que ainda não está definido
A nota não traz os números absolutos de estudantes por nacionalidade nem o total de brasileiros; os valores de 2021 e de junho de 2025 e o total de documentados um ano antes são cálculos desta redação a partir das percentagens e diferenças oficiais. Os relatórios em PDF do OPI não puderam ser descarregados por esta máquina (HTTP 403); a peça usa apenas a nota de imprensa, lida por inteiro. Próxima atualização trimestral do OPI, com dados de 30 de setembro de 2026; relatórios completos em inclusion.gob.es.
gob. es/web/opi/estadisticas.
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