Carro na Itália: Euro 5 ganha prazo até 2027; teto da Eni e alívio fiscal têm datas diferentes
Euro 5 segue com marco em 2027; alívio do diesel terminou e preço recomendado da Eni mudou. Confira a cronologia e as ressalvas sobre o bollo.
Atualização de 8 de outubro de 2026: incluídos o fim do alívio tributário e os preços recomendados da Eni de 6 e 7 de outubro. As seções sobre Euro 5 e bollo preservam suas referências anteriores.
Quem mantém um carro na Itália precisa acompanhar três calendários diferentes neste início de outubro. O governo adiou para 1º de outubro de 2027 o marco nacional das novas restrições a veículos diesel Euro 5 previsto na legislação sobre qualidade do ar. A Eni anunciou um teto temporário para combustíveis Enilive. Já o benefício do bollo auto continua ligado a 2027, enquanto sua transformação em medida permanente permanece uma intenção política.
As mudanças não formam um pacote único nem dispensam a consulta às regras locais. Um automóvel pode ter tratamento favorável no imposto anual e continuar sujeito a limites de circulação. O preço anunciado por uma empresa, por sua vez, não substitui a legislação tributária nem estabelece um valor obrigatório para todas as redes de postos.
Euro 5: adiamento já está em vigor
O Decreto-Lei nº 167, de 28 de setembro de 2026, entrou em vigor em 29 de setembro. Seu artigo 1º altera a referência de 1º de outubro de 2026 para 1º de outubro de 2027 na disposição do Decreto-Lei nº 121/2023 sobre restrições ao diesel Euro 5. Portanto, o adiamento deixou de ser apenas um anúncio do Conselho de Ministros.
Na Lombardia, a administração regional informa que a deliberação nº 6.846, de 28 de setembro, incorporou essa mudança. A página oficial de qualidade do ar também esclarece que continuam valendo as limitações já existentes para outras categorias, inclusive veículos até Euro 4. Medidas alternativas de redução de emissões para o Euro 5 ainda estão sendo definidas no planejamento regional.
O adiamento, assim, não equivale a uma autorização irrestrita para dirigir em qualquer endereço. Antes de viajar, o motorista deve conferir a categoria ambiental do próprio veículo e as normas da região e do município de destino, inclusive zonas de tráfego limitado. A data nacional não responde, sozinha, se uma determinada rua pode ser acessada.
Eni: preço recomendado muda em 6 e 7 de outubro
O anúncio de setembro estabelecia inicialmente € 2,19 por litro para o diesel e € 1,99 para a gasolina Enilive, por 30 dias a partir de 28 de setembro. Aquele valor inicial do diesel não deve ser tratado como cotação atual durante toda a campanha.
Após o fim do benefício tributário, a referência da Eni para o diesel subiu para € 2,25 em 6 de outubro. No dia 7, o preço recomendado aos postos da marca caiu quatro centavos, para € 2,21 por litro, segundo a ANSA, com dados da Staffetta Quotidiana.
É uma decisão comercial, não a restauração do desconto fiscal nem um teto obrigatório para todas as redes. Confira o produto, a modalidade de atendimento e o preço exposto no posto. Os valores citados são registros datados, sujeitos a mudanças posteriores.
Diesel: redução da accisa ficou menor em 26 de setembro
O dossiê da Câmara dos Deputados sobre o Decreto-Lei nº 162/2026 registra outra mudança. Entre 18 e 25 de setembro, a accisa sobre o diesel era de €572,90 por mil litros. De 26 de setembro a 5 de outubro, passa a €622,90, diante da alíquota ordinária de €672,90. A redução tributária, portanto, caiu de dez para cinco centavos por litro.
Com o efeito do IVA, o alívio correspondente passou de 12,2 para 6,1 centavos por litro. Esses números descrevem a tributação, não uma garantia de queda idêntica no preço final da bomba. O decreto analisado não estabelece o mesmo corte para a gasolina. A redução encerrou-se em 5 de outubro, sem renovação na sequência relatada em 6 de outubro pelo Il Fatto Quotidiano. O encerramento da vantagem fiscal de cinco centavos, equivalente a 6,1 centavos com IVA, deve ser separado das decisões comerciais de cada distribuidora.
Bollo e IRPEF: promessa permanente ainda não é regra permanente
A WiseHub News já explicou a isenção do bollo prevista para 2027. A atualização política veio em 23 de setembro: no question time da Câmara, Giancarlo Giorgetti reafirmou a intenção de tornar estrutural o benefício e de rever a alíquota de 43% do IRPEF. Conforme a cobertura da Teleborsa publicada pela Repubblica, as decisões operacionais foram remetidas ao quadro de finanças públicas do início de outubro.
Essa declaração não fixa uma nova alíquota do imposto de renda, uma faixa de beneficiários ou a eliminação definitiva do bollo. Nas orientações regionais atualizadas em 25 de setembro, a Lombardia ainda descreve a isenção temporária para vencimentos de 2027, condicionada aos requisitos do veículo e do proprietário. Vencimentos de 2026 continuam devidos.
A região recomenda que o contribuinte não cancele a domiciliação bancária por conta própria. A orientação também ressalva possíveis mudanças na conversão do decreto em lei. Para organizar o orçamento, convém separar o benefício atualmente previsto da intenção de ampliá-lo: nenhum anúncio político, isoladamente, elimina uma cobrança já devida ou comprova quanto alguém economizará no IRPEF.
A capa é uma ilustração produzida com inteligência artificial, com o logo oficial da WiseHub. Não é um registro documental do acontecimento.